Fair play no jogo e na vida

Futebol é vida

Mas já citei anteriormente que o futebol é a coisa mais importante das menos importantes. Gostaria agora de analisar, ou melhor, dar a minha opinião sobre o lance do final de semana. O fair play do Rodrigo “estudante da ESPM” Caio.

Não quero ser um Mestre dos Reviews, apenas esclarecer alguns, ou vários pontos e comparações idiotas que estão sendo feitas. Mas vamos à descrição do lance: a bola está indo em direção ao goleiro Renan Ribeiro do São Paulo com o zagueiro Rodrigo Caio e o atacante Jô, do Corinthians indo na mesma direção para alcançar a bola.

Há uma dividida com o entre o goleiro, zagueiro e atacante, atingindo a canela do goleiro, que, por sinal, faz a sua cena. À primeira vista não dá para ver quem atingiu o goleiro. O juiz dá cartão amarelo para o atacante do Corinthians, Jô. A torcida vibra. Era o terceiro cartão e ele ficaria fora da partida de volta.

Na mesma hora o zagueiro tricolor Rodrigo Caio diz para o juiz que foi ele que atingiu o goleiro e o cartão é cancelado. Esse foi o lance mais comentado do final de semana.

Malandro no futebol, malandro na vida?

Vou falar por mim e pela cultura brasileira e do futebol mundial. Faz tempo que não jogo bola, não costumo roubar quando jogo cartas ou outro jogo de tabuleiro. Procuro viver dentro das leis que considero justas, sem prejudicar ninguém.

Mas, repito, mas, o ambiente futebolístico é diferente, a malandragem é quase que uma regra do futebol. Assim não fosse já teria sido instituído o árbitro de vídeo ou desafio, como acontece no tênis e, recentemente, no vôlei. Os dirigentes não implantam este isto no futebol justamente por essa ser uma das graças do futebol. O comentário do dia seguinte se estava ou não impedido, se foi ou não pênalti, se tocou ou não a mão na bola e tantas outras interpretações rendem discussões, debates televisivos etc. O tênis tem isso? Qual a graça do tênis?

Por isso acho totalmente descabida a ideia de comparar este lance e a atitude do Rodrigo Caio com honestidade ou falta dela de quem não achou a atitude um exemplo, eu incluído nisto.

É o mesmo papo de reclamar da corrupção dos partidos políticos e aí vem aqueles que defendem certos candidatos e falam “você também estaciona em local proibido, anda pelo acostamento“. É a mesma comparação idiota.

A corrupção, o jeitinho e a malandragem fazem parte do DNA do brasileiro. Não que eu concorde com isso, de jeito nenhum. Mas, no caso do futebol, no mundo inteiro é assim. Não fosse assim e não precisaríamos de juiz, olha só!

Exercício de imaginação

Agora imaginem a seguinte cena: o atacante do Corinthians faz um gol impedido mas comemora e o juiz dá o gol. O goleiro corinthiano faz uma cera a cada reposição de bola. Depois, o mesmo simula uma agressão do atacante do São Paulo, para este levar um cartão amarelo. Suponhamos também que o Rodrigo Caio tropeçasse na área adversária e o juiz desse pênalti. Mas ele levantaria e diria que não foi. Que legal hein… só um jogador ou só um time praticar o fair play é melhor este time fechar as portas, pois vai ser rebaixado.

Vamos colocar a mão na consciência e levar o futebol menos a sério. Sério.

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